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Os Sofistas e a Filosofia do Direito

Filosofia
PUBLISHED: maio 26, 2018

O principal necessário para  que se entenda os Sofistas é a ideia de Relativização do pensamento dos pré-socráticos. A participação dos sofistas é fundamental para questionar a filosofia (Nos dias atuais popularmente se traduz diariamente como: “depende do  ponto de vista”). A habilidade de oratória e retórica é característica principal dos sofistas. Para a retórica: vence a discussão quem tem razão (filósofos) ou tem razão quem vence a discussão (sofistas)?

Os sofistas apregoam que tudo é relativo, que na verdade para se chegar a verdade resta fundamental a argumentação, pois através dela será demonstrado a melhor aplicação da teoria à realidade, e assim se chegará a verdade.

Creditava-se a verdade como um consenso, uma convenção entre os homens, em que da persuasão extraia-se a verdade. A verdade não nasce com a natureza, mas é fruto da  apreciação e julgamento dos homens. E daí inclusive que venha a famosa frase de Protágoras: “o Homem é a medida de todas as coisas”.

Assim sendo, a retórica é algo de grande importância para os Sofistas, é ela que define a relação de poder e superioridade, uma vez que para eles não vence a discussão quem tem razão, mas tem razão quem vence a discussão, sendo que subentende-se ainda que por se tratar de discurso e uso de técnicas dramatúrgicas a retórica não trabalha na razão, mas na emoção.

  • Da divisão das leis feita pelos sofistas: Subdivide-se as leis em:

a) Physis: é a natureza (direito natural), enseja a uma lei que existe naturalmente e é involuntariamente conhecida e interna em todos indivíduos. Physis é também o caos natural, é a natureza que coloca a ordem nas coisas.

b) Nomos: Leis convencionadas (direito positivo), que são de criação do homem, segundo a persuasão e concordância, isto é, o direito positivo. Nomos são as leis convencionadas.

Por  fim, é importante ressaltar que os sofistas contribuíram para a atribuição da experiência democrática como ruim, haja vista que eles acreditavam que as atribuições feitas pela humanidade são meros predicados vazios, em vista de que tudo é relativo.

Para os sofistas as leis são artificialmente positivadas

Para os filósofos as leis naturais e positivas estão unidas

Alguns sofistas e suas reflexões:

  • Arquelau: physis vs. normas → visão acerca das leis humanas
  • Trasímaco: O Direito é força e a justiça é produto e impacto dessa força.
  • Calícles: a Lei é prevenção à desigualdade natural entre os Homens, pois antes os mais fortes impunham-se aos mais fracos.
  • Aristipo: utilizava-se da análise da linguagem, com meros predicados linguísticos para definir a relatividade das coisas: o justo e injusto, o belo e o feio, o verdadeiro e o falso.
  • Licofron: a construção da Polis era artificial, era algo não natural
  • Hippias: extremamente cético, não acreditava em nada. Baseava-se em questionar racionalmente as coisas, tornando tudo relativo. Cética racional.

Bibliografia:

KAUFMANN, Arthur; HASSEMER, Winfried (org.). Introdução à filosofia do direito e à teoria do direito
contemporâneas. Tradução de Marcos Keel. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.
MORRIS, Clarence. (Org.). Os grandes filósofos do direito: leituras escolhidas em direito. São Paulo: Martins
Fontes, 2002.
TROPER, Michel. A filosofia do direito. São Paulo: Martins Editora, 2008.

Autoria de: Luiz Guilherme Guimarães, Johnny Gustavo e Leonardo Di Gianni

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1 thought on “Os Sofistas e a Filosofia do Direito

  1. beleza bonita disse:

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