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Aristóteles – A Justiça Política

Filosofia
UPDATED: maio 27, 2018

ARISTÓTELES – A Justiça Política:

“A justiça política tem em vista a autossuficiência das comunidades entre homens livres e iguais que se associaram numa existência comum, sendo uma tal igualdade por analogia ou aritmética. Assim, enquanto não for criada uma tal igualdade, não haverá Estados a regular as relações entre as pessoas, mas apenas uma justiça aparente”. (Aristóteles, 2009, pg. 116)

A concepção de justiça política para Aristóteles é a combinação entre o natural (physikon dikaion) e o convencional (nomikon dikaion). Sendo  que essa junção entre o que é preexistente e o que surge é ideal, pois dessa forma equilibra-se a preservação dos valores juntamente com a evolução da sociedade.

A melhor forma de se fazer entender estes dois aspectos é através do fogo e do braço direito.  Claramente o fogo em metáfora conclui a uma ideia de naturalidade, uma vez que o seu processo de combustão é sempre o mesmo.

Já pelo outro lado o braço direito, claramente conclui o aspecto convencional, haja vista que há uma tendência social que faz com que muitos sejam destros, inclusive porque reprimisse muito aquilo que é diferente, no caso o canhoto, o qual muitas vezes, por convenção passa a tentar mudar sua natureza.

Bibliografia:

KAUFMANN, Arthur; HASSEMER, Winfried (org.). Introdução à filosofia do direito e à teoria do direito contemporâneas. Tradução de Marcos Keel. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.

MORRIS, Clarence. (Org.). Os grandes filósofos do direito: leituras escolhidas em direito. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

TROPER, Michel. A filosofia do direito. São Paulo: Martins Editora, 2008

Autores: Luiz Guilherme Guimarães, Leonardo Di Gianni e Johnny Gustavo Clemes Jr.

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